





espaços perdidos. espaços encontrados






espaços perdidos. espaços encontrados
era uma vez uma bailarina que se cansou de viver presa dentro da sua pequena caixa de musica.








meu coração viagem.
imaginarius. santa maria da feira
stopmotion. workinprogress
self portrait part I
variações constantes de movimentos inconstantes.
work in progress. experiencia I
finalmente o stop motion.
como ainda não consegui instalar o software ideal no meu computador, acabei por fazer este stop motion com as ferramentas disponiveis.
a exposição já foi desmontada.mas o meu trabalho sobre caxinas está longe de um fim…
a banda sonora é do pipa.




imagens da montagem da exposição na rua.
obrigada a todos os que ajudaram.
espero que as imagens se aguentem mais alguns dias na parede.
avenida 25 de abril. vila do conde
caxinas
nas caxinas conta-se uma história particular. neste lugar de vila do conde, zona de pesca e de mar, de rijeza e de humildade, há um povo que lutou pela sobrevivência a bordo de um barco.
nas caxinas ouve-se o riso e vê-se a cor. por todo o lado, apesar das gentes sempre vestidas de preto. não há família caxineira que não tenha perdido alguém no mar.
nas caxinas vive-se com emoção. com orgulho nas raízes. com a coragem e a revolta dos dias vividos no limite do medo. com um dialecto que é único. são “estátuas de bronze a andar”, os caxineiros da poesia de josé régio. não se sabe a origem da palavra. poderá vir do latim “cachinare”, que significa rir às gargalhadas.
nas caxinas vive-se em casas de azulejos alegres, com peixe a secar nas cordas a meias com a roupa preta. faz-se do passeio público um quintal. passa-se a velhice entre as memórias, as agulhas de tricot, o baralho de cartas e a conversa com quem passa.
nas caxinas já quase não se vive das artes de pesca. filho meu não há-de lá ir parar… e as gerações mudam porque não há futuro no mar.
* a exposição “caxinas” insere-se na QUEIMA do JUDAS 2009, que decorre em vila do conde a 11 de abril, este ano tendo como tema uma homenagem a esta comunidade piscatória.
texto: mafalda martins
fotografia: margarida ribeiro





caxinas2009
a casa do jogo onde os caxineiros, na sua maior parte pescadores reformados, passam o tempo até á hora do jantar.